Arquitecto britânico cria tijolos a partir do sangue do gado

Arquitecto britânico cria tijolos a partir do sangue do gado

O site norte-americano Gizmag chama-se o próximo material de construção amigo do ambiente do futuro, mas temos muitas dúvidas – e queríamos também testar a vossa sensibilidade.

Esse material de construção, chamado Blood Bricks, é feito a partir de sangue do gado, que é hoje em dia desperdiçado. O arquitecto – ou melhor, licenciado em Arquitectura – Jack Munro, explica que tudo é aproveitado nos animais criados para consumo humano: a carne, a pele ou o leite. Tudo excepto o seu sangue.

Os Blood Bricks são criados a partir da mistura do sangue fresco com um anticoagulante (EDTA), para evitar que fique espesso muito rapidamente. Munro explica que utilizou sangue de novilhos na sua primeira utilização, mas o sangue de outros animais também poderá servir.

Conheça o projecto no site de Munro.

Depois, ele adiciona azida de sódio como conservante, para evitar o crescimento de bactérias e de decomposição. Foi preciso um certo número de tentativas infrutíferas para criar uma cola por adição de produtos químicos, como ácido acético glacial, mas Munro voltou-se para a simples combinação de sangue e de água que é, então, misturada com areia.

A colocação desta mistura resultante em cofragem e cozedura durante uma hora, a 70 °C, faz com que as proteínas do sangue coagulem, produzindo um tijolo estável e à prova de água.

Munro estima que 30 litros de sangue poderiam ser angariados a partir de um único boi. Juntando areia, ele acredita que estes tijolos têm o potencial de substituir os tradicionais tijolos de barro como material de construção em regiões áridas.

Segundo o Gizmag, o arquitecto está a tentar angariar dinheiro suficiente para construir uma casa protótipo em Siwa, no Egipto.

Gostaríamos de ler a sua opinião: aceita esta técnica de construção, segundo o Gizmag, “amiga do ambiente”? Ou esta técnica será, pelo contrário, a antítese de tudo o que queremos para o desenvolvimento sustentável, mesmo nos países em desenvolvimento. Nós vamos mais pela segunda opção.

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