Avião comercial supersónico está a ser testado pela Nasa

Avião comercial supersónico está a ser testado pela Nasa

A Nasa está a testar modelos de um avião de passageiros que viaja mais depressa do que a velocidade do som. Trata-se de uma máquina supersónica capaz de preencher a lacuna deixada no ar pelo Concorde, que se aposentou em Novembro de 2003.

A nova aeronave foi projectada pela The Boeing Company. Actualmente, os aviões supersónicos comerciais não estão autorizados a voar sobre a superfície, devido ao enorme estrondo que geram. Os testes com este novo aparelho estão a ser realizados no Glenn Research Center da Nasa, em Ohio, nos Estados Unidos, e os esforços incidem para já na redução desses ruídos.

A Boeing tem sido breve na descrição acerca dos detalhes da aeronave. Os investigadores estão a tentar perceber de que forma a alteração da entrada de ar na parte superior do avião pode afectar o seu desempenho e as emissões de som. Este fluxo de ar pode ser manejado através de controlo remoto.

O grande objectivo é tornar possível a ampla circulação desta máquina, bem como o desenvolvimento de um meio de aviação verde capaz de reduzir o consumo de combustível e as suas emissões.

Caso os testes se revelem bem-sucedidos, poderemos em breve estar perante o primeiro avião comercial de passeiros supersónico a voar depois do Concorde. Este teve o seu primeiro voo inaugural em Janeiro de 1976 e percorreu regularmente o percurso aéreo de Londres e Paris a Nova Iorque e Washington. A Air France e a British Airways foram as companhias que operaram o aparelho.

Os voos de Londres a Nova Iorque levavam apenas três horas e meia – período bastante inferior às típicas oito horas que demoram os aviões comerciais subsónicos. Em 1986, um Concorde viajou à volta do mundo, cobrindo 45.445 Km em apenas 29 horas e 59 minutos.

A 25 de Julho de 2000, por fim, um Concorde da Air France despenhou-se num hotel em Gonesse, França, matando todos os passageiros e a tripulação, bem como quatro transeuntes em terra – o modelo acabaria por ser retirado de circulação três anos após a tragédia.

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