África não está a crescer, dizem os cidadãos

África não está a crescer, dizem os cidadãos

Um novo estudo realizado em 34 países de África, entre os quais Cabo Verde, sugere que a média de crescimento relativamente elevada do PIB registada nos últimos anos não se reflecte nas experiências de vida da maioria dos cidadãos.

Uma média de um em cada cinco africanos ainda padece frequentemente de falta de comida, água potável e atendimento médico. Apenas um em cada três considera que as condições económicas no seu país são boas, enquanto 53% diz serem “bastante más” ou “muito más”.

A pesquisa sugere assim que os benefícios do crescimento estão a ser desproporcionalmente canalizados para a elite rica ou que as estatísticas oficiais estão a ampliar as taxas médias de crescimento – ou que se regista mesmo uma combinação de ambas.

O estudo foi dirigido pelo Afrobarometer, um projecto de investigação coordenado por instituições independentes no Gana, no Benin, no Quénia e na África do Sul, com parceiros em outros 31 países. O Afrobarometer defende que a margem de erro dos seus inquéritos de opinião pública, realizados pessoalmente, é de apenas cerca de 2%.

Na divulgação dos resultados, Boniface Dulani, gestor de trabalho de campo do projecto, revelou que estes indicam que três quartos dos africanos pensam que os seus governos estão a trabalhar mal na anulação do fosso entre ricos e pobres. No entanto, a maioria mantém-se optimista em relação ao futuro.

De acordo com o All Africa, o Afrobarometer também disse que a população rural tende a ser mais pobre do que a urbana e que aqueles que têm acesso a electricidade, água, estradas pavimentadas, sistemas de esgotos e postos de saúde mostram-se geralmente melhor do que aqueles que não têm esse acesso.

Foto: Sob licença Creative Commons

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