Líderes de África querem acabar com a fome no continente até 2025

Líderes de África querem acabar com a fome no continente até 2025

“É a primeira vez na História que líderes africanos fizeram um compromisso tão forte em acabar com a fome e é também uma mostra da confiança de que podemos vencer a luta contra a fome em África ainda esta geração”, afirmou o brasileiro Graziano da Silva depois dos estados-membros da União Africana (UA) terem adoptado oficialmente uma meta durante a Cimeira da UA em Adis Abeba, capital da Etiópia.

“A África está a assistir a um crescimento económico sem precedentes, mas é também o único continente onde o número total de pessoas que passam fome subiu desde 1990″, afirmou o director-geral da FAO. “O desafio agora é tornar realidade a visão de uma África sem fome, abordando as suas múltiplas causas. Será fundamental investir na agricultura, na protecção social aos pobres, na garantia do direito de acesso aos recursos de terra e da água, e na orientação dos pequenos agricultores e dos jovens”, acrescentou Graziano da Silva.

Segundo o site AllAfrica, a meta para 2025 foi inicialmente pensada durante um encontro de alto nível sobre segurança alimentar em África organizado pela UA, pelo Instituto Lula – liderado pelo antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva – e a FAO em Julho de 2013, na cidade de Adis Abeba.

Graziano da Silva destacou a liderança do sul-africano Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da União Africana, ao afirmar que “o empenho da Comissão da União Africano foi crucial para se chegar onde estamos hoje”, afirmando também que “a FAO está empenhada em apoiar a União Africana e os países africanos a alcançar a meta em 2025”.

Onze países africanos já cumpriram a primeira meta contra a fome dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio ao reduzirem em metade a proporção de pessoas com fome entre 1990 e 2015: Argélia, Angola, Benim, Camarões, Djibuti, Gana, Malawi, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe, e o Togo. “É uma prova clara de que os países africanos estão a caminhar na direcção certa”, concluiu Graziano da Silva.

Foto:  ugod / Creative Commons

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1 comment

  1. Quintino

    A pobreza não é a diferença, mas sim as necessidades básicas, de matar a fome e saciar a cede, estes são pontos prioritários que deveriam ser debatidos, na nossa querida África.Podemos acreditar que a África tem o potencial de crescimento e desenvolvimento, mas é necessário pensar em criar um modelo de gestão de qualidade de forma a gerir os recursos escassos, para combaterem a fome. As dificuldades de acesso, aos recursos básicas como alimentação, educação, emprego, água potável, saneamento básico, entre outras, colocam a maioria da população Africana a perderem as esperanças. A “FAO” tem que ter atenção virada ao mundo da pobreza de forma a combate-la, trazer a confiança para os que estão com fome, de que um dia o sofrimento vai acabar.

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