Estudo indica que europeus regressaram a África há 3000 anos

Estudo indica que europeus regressaram a África há 3000 anos

Um novo estudo sobre os genes do sul de África revela que uma migração até então desconhecida trouxe ADN da Eurásia ocidental para dentro do continente há 3.000 anos, refere um novo artigo publicado no site New Scientist sobre um estudo que analisou o ADN de tribos Khoisan.

Acreditava-se, até agora, que as tribos Khoisan tenham vivido praticamente em isolamento do resto da humanidade durante milhares de anos, mas um novo estudo da Universidade de Harvard revela que alguns dos seus genes se aproximam dos genes de pessoas do sul da Europa dos tempos modernos, incluindo espanhóis e italianos.

Investigadores identificaram duas migrações: uma há cerca de 3.000 anos, de não-africanos a entrar no continente, e uma segunda entre 900 e 1.800 anos atrás. “Trata-se de populações muito isoladas, que trazem consigo aquilo que são provavelmente as mais antigas linhagens das populações humanas de hoje em dia”, afirmou David Reich, da Universidade de Harvard, ao New Scientist.

Os métodos de datação utilizados pela equipa de investigadores sugerem que o ADN europeu se cruzou com o ADN das tribos Khoisan algures entre 900 e 1800 anos atrás, antes de ser conhecido qualquer contacto europeu com a região do sul de África.

Não está clara a razão pela qual humanos saíram do continente africano, mas investigadores acreditam que poderá ter algo a ver com grandes alterações climáticas que aconteceram nessa época.

Foto:  @Doug88888 / Creative Commons

Comentários (Facebook):

Deixar uma resposta

Patrocinadores