Cabo Verde lidera continente africano no controlo da malária

Cabo Verde lidera continente africano no controlo da malária

Durante a abertura oficial da Cimeira da União Africana no passado dia 30 de Janeiro, o Presidente de Moçambique Armando Guebuza conferiu a edição de 2014 dos Prémios de Excelência no Controlo de Vectores, da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA), nos quais Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Madagáscar, Malawi, Namíbia, Ruanda e Suazilândia foram premiados pelos seus esforços na luta contra a malária.

Um comunicado da ALMA refere que cada um destes países demonstrou uma liderança exemplar durante todo o ano na manutenção de redes de protecção com insecticidas e sistemas de vaporização residual de espaços interiores – as mais importantes ferramentas na prevenção da malária.

A malária é a maior causa de mortalidade infantil e mata cerca de 627 mil pessoas todos os anos, na sua maior parte em África. Segundo a ALMA, o continente africano tem realizado um progresso na entrega e no uso de ferramentas de combate à malária. A organização refere que diagnóstico rápido e tratamentos eficazes, incluindo cuidados preventivos durante a gravidez, são outras ferramentas importantes na luta contra a doença.

A malária continua a ter um efeito pesado em África ao sobrecarregar os sistemas de saúde já de si frágeis, sendo um dos principais motivos do abandono escolar. A doença tem também um impacto negativo na produção agrícola, bem como nas pequenas e grandes empresas quando os seus funcionários não ficam capazes de realizar o seu trabalho. A malária retira anualmente aos países africanos cerca de 12 mil milhões de dólares americanos (961 mil milhões de escudos cabo-verdianos) em potencial económico.

“Não podemos perder terreno na luta contra o sofrimento e as mortes que se podem prevenir ​​causadas pela malária”, afirmou Guebuza, que actua como presidente da ALMA. “O nosso povo e as nossas comunidades contam connosco para continuar a aumentar o número de intervenções eficazes comprovadas para garantir que nenhum africano perca os seus meios de subsistência ou a vida devido a esta doença”, concluiu.

Foto:  Gagum / Creative Commons

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