Mulheres estão em ascensão na política africana

Mulheres estão em ascensão na política africana

O continente africano tem agora três mulheres chefes-de-estado, após Catherine Samba-Panza ter ocupado esse lugar, em Janeiro, na República Centro-Africana. Embora o facto de termos mulheres a ocuparem lugares de destaque na política africana continue a ser algo pouco comum, activistas afirmam que a situação está a melhorar, informa o AllAfrica.

Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da Libéria, foi a primeira a tornar-se chefe-de-estado no ano de 2005 quando o seu país emergiu de uma guerra civil que durou 13 anos. Joyce Banda, também subiu a esse posto no Malawi, em 2012, depois da morte súbita do presidente. E agora a Presidente Catherine Samba-Panza chegou ao poder na República Centro-Africana, um país dilacerado por rebelião e violência sectária.

Países como o Mali já começaram a apresentar as suas primeiras candidatas femininas à presidência. As raparigas e jovens mulheres africanas ganham assim mais modelos a seguir. À medida que as africanas começam a destruir os “telhados de vidro” presentes nos seus governos, algumas são criticadas por não fazerem o suficiente por outras mulheres. Samba-Panza tornou claro desde o primeiro dia que ela seria diferente – cerca de um terço do seu gabinete é composto por mulheres.

As mulheres ocupam apenas um quinto dos assentos parlamentares e cargos em ministérios na África subsariana. A discriminação persiste, mas o leque de mulheres qualificadas está a crescer à medida que mais raparigas permanecem na escola.

Pelo menos 16 nações do continente africano aprovaram leis de paridade. Países como o Ruanda já reservam uma percentagem dos seus assentos parlamentares para as mulheres e outros, como o Senegal, estabeleceram quotas para as mulheres nas listas de candidatos.

Foto:  itupictures / Creative Commons

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