Crimes ambientais movimentam 1.500 mil milhões por ano

Crimes ambientais movimentam 1.500 mil milhões por ano

O primeiro Dia Mundial da Vida Selvagem, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi comemorado com eventos em todo o mundo para chamar a atenção ao comércio ilegal, que inclui a caça de elefantes, o roubo de macacos e o transporte ilegal de madeira.

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estima que este tráfico de vida selvagem movimente cerca de €14 mil milhões por ano (1.500 mil milhões de escudos cabo-verdianos), contribuindo para um rápido declínio no número de milhares de espécies em todo o mundo.

Além do comércio ilegal, as alterações climáticas – que estão relacionadas com a queima de combustíveis fósseis – também estão a afectar muitos animais e plantas de diferentes maneiras. Os ursos polares são ameaçados pela perca de gelo, as baleias são obrigadas a percorrer distâncias mais longas para se alimentarem e muitas aves migratórias, que dependem de áreas húmidas, estão cada vez mais a enfrentar a escassez de água.

Se não forem tomadas medidas urgentes para que os nossos estilos de vida rumem a uma economia de baixo carbono, estas alterações climáticas agravar-se-ão ainda mais e poderão significar a redução e até mesmo a extinção de muitas espécies.

Os crimes contra a natureza continuam a colocar em perigo a vida dos guardas florestais que lutam contra a caça ilegal de animais selvagens. Estes crimes também costumam ser frequentemente associados à exploração de comunidades menos favorecidas, a violações dos direitos humanos e a outros desafios para o desenvolvimento inclusivo e sustentável.

O tráfico ilícito de vida selvagem – considerado o quarto maior do mundo, depois dos narcóticos, da contrafacção e do tráfico de seres humanos – também apresenta grandes implicações para a paz e a segurança internacionais. Os animais selvagens são agora traficados a nível internacional tal como as drogas ou as armas, com os criminosos a operarem em grande parte com impunidade e sem medo de serem acusados.

Foto:   RTD Photography / Creative Commons

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