Atirar lixo para a praia custa milhões à economia local

Atirar lixo para a praia custa milhões à economia local

O lixo que encontramos, mais vezes do que queríamos, nas praias cabo-verdianas, sai mais caro que pensaríamos. Para além de terem um impacto significativo nos oceanos, animais e comunidades costeiras, ele tem custos económicos vários para os banhistas e comércio local, de acordo com a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) norte-americana.

A pesquisa constatou que os moradores da cidade de Orange County, na Califórnia, perdem milhões de dólares a cada ano ao trocar as praias locais, cheias de lixo, por praias mais limpas, mas que estão mais longe e exigem mais gastos com transporte.

Segundo o estudo, reduzir o lixo marinho em 25% nas praias da região traduz-se numa economia de aproximadamente 2.600 milhões de escudos cabo-verdianos ao longo dos três meses de Verão.

Por outro lado, uma redução de 75% do lixo marinho em pelo menos seis praias perto da saída do rio de Los Angeles poderia diminuir as perdas económicas da região em 5.850 milhões de escudos cabo-verdianos, aumentando as visitas em 43%. São números e nomes que nada têm a ver com a realidade cabo-verdiana, mas servem para perceber o quanto o lixo nas praias pode prejudicar a economia de um país.

A NOAA desenvolveu um modelo de custo de viagem que os economistas normalmente utilizam para estimar os gastos das famílias com entretenimento nas praias, lagos e parques. Nele, incorporou uma pesquisa de opinião feita com moradores da cidade sobre o que determina a escolha de um destino em detrimento de outro, e as respostas são elucidativas.

“Dada a popularidade da praia para as actividades de lazer em todos os Estados Unidos, a magnitude das perdas económicas associadas ao lixo marinho tem o potencial de ser substancial”, explicou o texto.

Em cada uma das 31 praias analisadas, os restos de alimentos e embalagens de plástico foram os tipos de detritos mais abundantes, conta o Planeta Sustentável.

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